Criar coisas fantásticas? Viver mil e uma aventuras?
Ficar com quem queremos e viver a vida como sempre desejámos?
Cara realidade. Porque és tu tão má? Mostra-nos aquilo que poderíamos ter. Mas depressa escondes isso da nossa vista. Como quem anseia por um pouco de água e vê alguém com uma garrafa. Então esse alguém aproxima a garrafa da nossa boca. Mas depressa a retira. Rindo-se entredentes.
Tu és assim, realidade. Sempre a puxar-nos para trás. Não nos deixas sonhar e tornas as pessoas burras e cegas!
Mas não te rias por muito tempo. Enquanto as crianças se fizerem ouvir, tu ficarás sempre para os tristes adultos. Uma vez que os dominas a todos.
Mas por outro lado, ainda bem que o fazes. A tua presença é necessária para manter o equilibrio.
Pena que sejas tão má às vezes...
Ainda agora. Tomei uma decisão.
Sempre que uma escolha é feita, algo é priveligiado e outro algo é ignorado. Deixado completamente de lado. No entanto, nunca esquecido. Porque perguntamo-nos sempre como poderiam ter as coisas sido se tivessemos escolhido o outro caminho.
Será que tomei uma má decisão?
Pelos vistos sim.
Mas eu também me pergunto.
Para que serve uma amizade se as pessoas se interrogarem para que raio ela serve?
As amizades não servem.
Existem porque sim.
Fazem-nos felizes.
Boa noite, dona Lua.
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