sábado, 26 de fevereiro de 2011

O centro de tudo

É um castelo sem paredes, torres ou escadarias.
Ninguém o governa.
Apenas existe.
É constituido por um algo, fixo no "chão" e vários algos, uns à solta como que fumo, outros dentro de caixas desordenadas. Ora abertas, ora fechadas.
Isto é o centro.
Como não sei que tipo de centro é, e o centro de nada, não o é decerteza, então dei-lhe o nome de "centro de tudo".
Aqui, existe a realidade sem sentimentos. A realidade com sentimentos. E aquilo que poderia ou não ser.
Aqui, abrem-se caminhos todos os dias. Porém, fecham-se outros todos os minutos.
Como sei eu da sua existencia?
Bem. Não sei.
Apenas suponho.
Porque, tem de existir um centro de algo, não tem?
E aliás. A partir do momento em que eu o imagino, esse sítio passa a existir. Não é?
Neste momento, os meus olhos passam por cada palavra que escrevo. Enquanto o meu cérebro, rápido, coordena o que estou a fazer. Pensa no que fiz e está constantemente a actualizar aquilo que irei fazer.
O meu cérebro sabe da vossa pergunta. Ele também tem essa dúvida.
Qual o sentido disto?
Nenhum.
Apenas acho que há muita coisa para dizer.
Vejamos. Um campo cheio de borboletas.
O meu, está apinhado delas.
Das duas uma: Ou me tento focar numa só e apanho-a. Apanhando uma de cada vez.
Ou, deixo-me deslumbrar por imensas. E, ao tentar apanha-las a todas ao mesmo tempo, deixo muitas escapar. Perdendo a noção e a beleza de cada uma.
Tenho ainda, uma hipotese aliada a esta - tento apanhar todas mas acabo por desistir. Não apanhado nenhuma.

Eu tendo a seguir pela segunda. Não sei porque.
É o mesmo com as minhas ideias.
Tenho tantas! Penso em muita coisa. Associo tudo a tudo. Encontro sempre uma ligação entre isto e aquilo.
Mas depois, quando sinto vontade de as expressar, fica tudo uma grande confusão.
E, ou faço coisas incompletas e mal feitas (com as borboletas, deixo-as escapar e fico apenas com uma ou duas), ou acabo mesmo por desistir.
E raras são as vezes em que consigo seguir pelo primeiro caminho. E escolher uma borboleta de cada vez.

Não sei como melhorar isto T_T
há tanta coisa que precisava ser dita! E feita! Mas o tempo, nunca parece ser suficiente. E a desorganização, é um facto.

Sem comentários:

Enviar um comentário